As briófitas são plantas de pequeno porte que geralmente vivem em ambientes úmidos e sombreados. Por serem antraqueófitas (desprovidas de sistemas vasculares diferenciados), o transporte de água e nutrientes ocorre por difusão entre as células. Essa limitação impede o crescimento em altura, resultando em plantas pequenas, com poucos centímetros de comprimento, que formam verdadeiros "tapetes" sobre superfícies como troncos, pedras e o solo.
Diferentemente das plantas vasculares, as briófitas não apresentam diferenciação de folhas, raízes e caules. Em vez disso, possuem estruturas vegetativas semelhantes a essas partes:
• Filóides: estruturas que lembram folhas. • Cauloides: estruturas semelhantes a caules. • Rizoides: fixam o gametófito no substrato e ajudam na absorção de água e nutrientes em algumas espécies.
O ciclo de vida das briófitas começa com o gametófito, que é a parte verde e principal da planta. Ele produz os gametas masculino e feminino. Com a ajuda da água, o gameta masculino nada até o feminino, ocorre a fecundação, e nasce o esporófito, que cresce em cima do gametófito. O esporófito produz esporos que, ao cair em um lugar úmido, germinam e formam um novo gametófito. Embora apresentem restrições estruturais, as briófitas dominam o ambiente terrestre há mais de 100 milhões de anos.
As briófitas são agrupadas em três principais grupos (ou filos): • Hepáticas: Plantas pequenas com folhas finas, vivem em locais úmidos.
• Antóceros: Plantas simples com cápsulas longas e cilíndricas.
• Musgos: Plantas verdes que cobrem solos e troncos úmidos.
As briófitas são importantes porque ajudam a reter água no solo, prevenir erosão e formar solos em áreas degradadas.


